terça-feira, junho 16

de mim...

Deito-me para trás e deixo-me ir no balanço do mar. Relaxo. As omoplatas e a nuca retraiem-se, geladas. Ignoro-as. Quando os ouvidos imergem desaparece tudo. Fica a minha respiração, ampliada pela água, abafando ainda mais os ténues sons exteriores. Abro os braços, fecho os olhos, relaxo mais uma vez e fico. O sol aquece-me a cara, o mar refresca-me o corpo e embala-me a alma. Quando era miúda ficava muito tempo assim, perdida em mim. Agora fico invariavelmente menos, mas a paz, é a mesma.

5 comentários:

Mariana disse...

Sou como tu, é incrível a paz que o mar me traz. E também fico assim, deitada, ouvidos mergulhados, o mundo a apagar-se devagar.

*
mariana

Leonor disse...

Que bonito :-)

achasprafogueir@ disse...

gostei do toque poético, por sinal muito bom. momentos desses e expressos assim sabem ainda melhor.

Rosa disse...

Fazia também muito isso em criança. Agora a figura fica um bocadinho mais ridícula, convenhamos... ;)

Mimi disse...

Uiii! Perfeito!